Retenção de Placenta em Vacas Leiteiras

Por: Alysson Paulinelli (foto Alysson)

Retenção de Placenta é a permanência parcial ou total da placenta no útero da vaca por um período acima de 12 até 24 horas após o parto. Na maioria das vezes, ela é um sintoma clínico de uma doença já pré –existente seja ela carencial (vitamina E, minerais Ca e P), hormonal com aumento do cortisol, alimentar (quantidade e qualidade do volumoso e ou ração fornecidos), por stress (manejo, sombreamento, umidade), mecânicas (brigas e rolamento) e infecciosa (baixa imunidade por outras doenças que não a reprodutiva).

Quando o quadro de Retenção Placentária se instala pode perdurar em média por 7 dias, o que deixa o animal sensível imunologicamente a outras infecções como a mastite, a diarreia e a pneumonia, traz sintomas como emagrecimento progressivo, falta de apetite, febre, mal cheiro, baixa produção de leite evoluindo para uma infecção generalizada e morte.

O maior erro do produtor é não identificar a causa da retenção de placenta em seu rebanho, o que leva a um número grande de animais em tratamento e de percas. Quando a vaca está com retenção e apresenta restos placentários dependurados ou até mesmo arrastando pelo chão se faz necessário fazer uma higienização da vulva e, com uma tesoura esterilizada, cortar o excesso de placenta para que não haja contaminação do útero por bactérias oportunistas através desses restos.

O tratamento consiste em usar antibióticos como as tetraciclinas e cefatiofur, anti-inflamatórios como flunixim niglumine e diclofenaco sódico e hormônios para expulsão dos restos placentários como as prostaglandinas e o cipionato de estradiol. Além de tratamentos de suporte com antitóxicos, vitaminas, pré e pró bióticos, além de soros.

Fazer a identificação das causas e prevenir ainda é o melhor negócio, através de programas nutricionais adequados a cada fase da gestação, diminuir o stress com manejo adequado e maternidade com camas secas e sombreadas, além de trazer em dia as vacinas reprodutivas.

Evitar uma retenção é essencial para longevidade das fêmeas no rebanho, diminuindo o intervalo entre partos (IEP) e deixando baixa a taxa de descarte de animais, seja por repetição de cio ou por mortes.

Produtor, sabemos que os custos de produção estão muito altos, o que reflete na rentabilidade da atividade leiteira. Mas baixar os custos diminuindo ração no cocho ou de má qualidade pode refletir no seu bolso futuramente com vacas mais fracas, apresentando deficiências nutricionais que podem levar tempo para serem corrigidas, isso se não afetar sua matriz permanentemente. Procure um técnico da sua Cooperativa, faça a previsão de alimentos e custos para o ano e use sempre produtos idôneos e com garantia de qualidade para que você tenha animais saudáveis o ano todo.

Qualquer dúvida sobre o assunto ou para mais informações, procure um  técnico da Complem ou Departamento de Apoio ao Cooperado (64) 3417-1247. 

Compartilhe:

Mais Notícias

O PIB do agronegócio brasileiro segue em forte ritmo de crescimento. Com novo avanço no segundo trimestre de 2021, o PIB do agronegócio nacional acumula

Rolar para cima